sexta-feira, 5 de setembro de 2014

ONG'S NA BERLINDA - por DR. TOMÁZ DE AQUINO RESENDE

Prezados Leitores,

Tivemos a honra e satisfação de ouvir as opiniões do Dr. Tomáz de Aquino Resende, acompanhado da Dra. Bianca Monteiro, sua representante em Salvador, sobre “Imunidade Tributária no Terceiro Setor”, uma de suas especialidades como advogado tributarista e especialista na área, aproveitando da sua vasta experiência e fazendo algumas consultas. 
 A reunião aconteceu por volta das 9:00, na sede do CRC-BA, após terem se encontrado com Dr. Wellington Cruz e Sr. Nailton Cazumbá, também do Terceiro Setor do
CRC-BA.  Estavam presentes os membros da Diretoria da Instituição de Ética
Estrela da Paz e entre eles a Profa. Tania Belfort representando a Rede Baiana
do Terceiro Setor.  Compartilhamos algumas fotos que servirão também para a memória do evento.
 Da esquerda para a direita: Profa. Maria José Rabello de Freitas,  Admilson Machado e Tania Belfort do Projeto Estrela da Paz; em seguida, Sr. Nailton Cazumbá, do CRCBA, Dr. Tomáz 
de Aquino Resende e Dra. Bianca Monteiro.

  

 
 Dr. Tomáz apresenta o Certificado de Excelência recebido da REDE BAIANA DO TERCEIRO SETOR que agradeceu sua presença e significativa contribuição.

Conforme foi divulgado anteriormente, o objetivo da sua agenda em Salvador foi ' compartilhar com algumas instituições baianas seu  trabalho realizado de "ajuizamento de ação judicial com o objetivo de alcançar a 'descontaminação fiscal', ou, em outras palavras, ver reconhecidas em juízo as imunidades tributárias previstas no art. 150, VI, letra 'c'  e art 195, P.7, todos da Constituição Federal, bem como o reconhecimento da inexigibilidade de certificados para usufruto da imunidade tributária."
Contatos poderão ser programados através da Dra. BIANCA MONTEIRO no seguinte endereço:  <bianca@biancamonteiro.com.br>
A RBTS AGRADECE A PRESENÇA DE TODOS NESSA IMPORTANTE REUNIÃO, CUJOS ASPECTOS JURÍDICOS SERÃO DIVULGADOS POSTERIORMENTE PARA NOSSOS PARCEIROS. AO CONSULTAR OS INÚMEROS ARTIGOS PUBLICADOS NA REDE POR DR. TOMÁZ DE AQUINO RESENDE, ACHAMOS O QUE SEGUE BEM INSTIGANTE E ESCLARECEDOR; ASSIM, O COMPARTILHAMOS TAMBÉM COM NOSSOS LEITORES.
                                                 AS ONG'S NA BERLINDA


Portal TSO destaca a contribuição do Procurador de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais, Dr. Tomáz de Aquino Resende, ao Terceiro Setor. Além das iniciativas frente ao Ministério Público e a mobilização pela conquista de um marco legal para o Terceiro Setor, Dr. Tomáz teve a nobre iniciativa de escrever e publicar o livro João Cidadão, para disseminar, de forma lúdica, os valores éticos, solidários e cidadãos,  a jovens, crianças e adultos, objetivando mostrar que a construção de um mundo melhor depende de cada um, e que amor e solidariedade são a base da cidadania. 
Dr. Tomáz  de Aquino  Resende, que reverte a renda do livro a entidades sociais, contempla os leitores do Portal TSO com um artigo sobre a atuação das ONG’s e a questão da transparência das entidades do Terceiro Setor.
 As ONG’s na Berlinda
Nos últimos dias a mídia tem dado especial destaque ao tema das organizações sem fins lucrativos. Desde editoriais de importantes jornais diários, passando por grandes reportagens de revistas semanais e até mesmo nas páginas de diversão e entretenimento, mencionando o realce que se pretende dar a tais instituições até em novelas. O assunto está verdadeiramente “na moda”, até uma CPI das “ONGs” encontra-se instalada no Senado. O cerne da pauta é especialmente o do uso, ou mau uso, de recursos públicos e da facilidade com que têm sido vultosas quantias transferidas dos cofres governamentais para tais organizações de forma e com resultados que deixam muito a desejar, especialmente no quesito transparência. Outro ponto que tem realçado a polêmica sobre a questão é o do temor de alguns de que o chamado terceiro setor esteja assumindo papéis de incumbência naturalmente estatal.

Especulam-se, então, ao sabor da ideologia ou do interesse dos articulistas, mais das vezes sem dados a sustentar as posições. Muito fácil falar e dá ar de moralidade a quem afirma que “é preciso tirar as ONGs das tetas do Estado”, ou tem “que dar um pau em ONGs picaretas”. Bom mesmo que a mídia se preocupe com isso e traga à luz o máximo de informações possíveis ao explorado contribuinte brasileiro, afinal de contas tais recursos são parte da imoral carga tributária a todos nós imposta. Penso, entretanto, que é preciso mais cuidado ao tratar do tema, principalmente com a busca de informações mais concretas sobre o assunto. Não podemos ser levianos, especialmente em assunto dessa importância e gravidade.

O fato é que dados demonstram que o tal terceiro setor tem cada vez mais influência na chamada sustentabilidade do estado. Gera emprego e renda tal qual o mercado e cuida de questões sociais e ambientais a muito menor custo, com mais eficiência e em maior quantidade do que os governos. Basta ver, por exemplo, que mais do que 70% das internações hospitalares feitas pelo SUS são feitas pelas chamadas filantrópicas, que nada mais são do que hospitais do terceiro setor. Instituições educacionais mantidas por fundações e associações têm também demonstrado que é possível fazer ensino de qualidade e quantidade a preço bem mais baixo do que o “gratuito” (escandalosamente caro) ensino público. A arrematar tal assunto, duvido de resposta negativa quanto à pergunta: se o projeto da sociedade civil de combate à desnutrição infantil (capitaneado por D. Zilda Arns) não é muito mais eficaz, transparente e útil do que o chamado fome zero do governo federal?

 Diagnóstico realizado em Belo Horizonte confirmou que menos do que 40% das organizações sem fins lucrativos, comum e erradamente chamadas de ONG¹, utilizam recursos públicos para atender às demandas a que se propõem, ou seja, 60% das instituições benemerentes fazem seus atendimentos de interesse coletivo sem utilizar recursos do Erário. Mais ainda, diz a pesquisa que mesmo nas 40% que utilizam recursos públicos, estes não representam mais que 30% de suas receitas. Diante de tais dados fica clara a igualdade de importância dos setores na manutenção eficaz do estado e que, definitivamente não é “dando um pau nas ONGs” que vamos melhorar as caóticas condições sociais e ambientais em que vivemos.

 Já há alguns anos tenho insistido no que chamo de intersetorialidade que nada mais é do que a busca de definição de papéis para que governo governe, mercado produza e distribua lucros e que organizações sem fins de lucro cuidem de ações sociais e ambientais com profissionalismo e transparência, para que não continuemos com governo distribuindo “carteirinhas de pobre” em nome de justiça social e distribuição de renda; mercado fazendo propaganda de responsabilidade social com dinheiro do contribuinte (renúncias fiscais) e Terceiro Setor querendo governar e vivendo à custa de desgraças coletivas. Que governo governe, que mercado financie e que pessoas façam. Ações governamentais sérias e positivas devem ser realçadas, bem assim como empresas devem estar conscientes de que não há resultado positivo sobre a miséria geral e Terceiro Setor buscando resultados e não meios de sobrevivência de seus gestores, de tudo que é bom nisso temos inúmeros e excelentes exemplos.

 O que nos preocupa de fato é a ausência de marco legal definidor de qual terceiro setor merece especial atenção do Estado, seja em fomento, seja em controle e principalmente de que forma há que se dar tal relação, pois, a legislação atual mais atrapalha do que ajuda, as propostas que tramitam pioram a situação e aproveitam-se disso os mal-informados ou mal-intencionados que bem felizes estão com a situação vigente, ou que dela tiram partido até mesmo para vender manchetes.
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 * ONG é apenas sigla de organização não governamental, não é pessoa jurídica, significando então que empresas ou mesmo organizações despersonalizadas são também ONGs, ou seja: qualquer organização que não seja do governo é ONG. Entidade sem fim lucrativo ou é associação, ou é fundação.
  
                  Para adquirir o livro João Cidadão, entre em contato com AFA – Associação Francisco de Assis – (37) 9945-2818/ 3261-2858; CAO-TS: CAO-TS: (31) 3295-7720 COm Vânia ou AMMP – Associação Mineira do Ministério Público – (31) 2105-4878 – Com Carla 
                                                      
Dr. Tomáz de Aquino também é autor do livro Roteiro do Terceiro Setor, que enfoca as organizações sem fins lucrativos e de interesse coletivo, detalhando os diversos tipos de associações e fundações como ONG’s, OSCIPs – como são constituídas, mantidas e fiscalizadas, bem como aborda temas relevantes como títulos, certificados e qualificações, utilidade pública, transparência e controle social, responsabilidade dos administradores, contabilidade e incentivos fiscais.  Este livro está à venda em livrarias de Belo Horizonte ou na Prax Editora, por meio dos telefones (31) 3225-8237, (31) 3284-2673 "

Nota: Texto retirado da Internet com a autorização do autor.

Profa. Tania Belfort
p/ RBTS